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riscos_e_rabiscos

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Ás ao Volante

 

Hoje é notoriamente sexta-feira. O trânsito mostrou-se bastante caótico, característica intrínseca das sextas-feiras. Se assim não fosse, não seria sexta-feira! E parece que havia a atribuição do prémio de “melhor ás(no) ao volante”.

 

Começando por uma senhora toda empiriquitada montada num belo de um jipaço! Já vos disse que o meu colégio fica numa zona de gente cheia de dinheiro e que os papás dos meninos são novos-ricos? Pois. Então o que é natural ver-se naquela zona são grandes máquinas. Nas filas de trânsito vemos um BMW seguido de um Mercedes, depois um Audi, depois um Saab, e por aí afora. Carros de pobres há 2 ou 3 enganados lá no meio.

Voltando à “rica senhora”, ela vinha tão entusiasmada no seu jipe que se ia enfaixando contra o pobre do meu autocarro. E ainda por cima chocava mesmo contra o banco onde eu ia sentada! Cruzes, credo! Ainda bem que não era sexta-feira 13!

 

Mas o pior, pior, pior, foi um “senhorito” no parque de estacionamento do metro.

Imaginem a situação: lugar para estacionar mesmo em frente à porta do metro e uma plateia feminina numerosa.

Vem o gajo feito ganancioso estacionar o carro. Primeira tentativa. Esqueceu-se que o carro dele não era o kit (do Justiceiro, lembram-se?) e não fazia curvas perpendiculares.

Segunda tentativa. Marcha atrás e voltamos a fazer a mesma asneira. Mas desta vez a curva foi ainda mais apertadinha. Resultado: um roçar horroroso dos plásticos laterais do carro do gajo nos faróis do coitado do carro estacionado.

Gáudio geral na plateia feminina. Era risota, dicas e gesticulanço a ensinar o gajo a estacionar. Nada feito.

Terceira tentativa. Marcha atrás e… pumba! Um toque no desgraçado que ia a passar por trás. Mas o mais giro é que o gajo não deu por isso. Lá saiu o outro do carro, foi-lhe bater no vidro e dizer que o gajo tinha batido. Acho que ele não tugiu nem mugiu e voltou para o carro. O dono do carro com o toque, deu uns murros na batida e aquilo lá endireitou…

 

Ora, um ser masculino, que dizem ter uma aptidão natural para a condução destas máquinas, sofrer uma humilhação destas perante uma plateia feminina? Só pode ser um pesadelo!

O gajo acabou por reconhecer que era incapaz de enfiar ali o carro e decidiu ir estacionar noutro lugar vago na fila de trás. Não sem antes ter… ameaçado dar outra trancada no carro estacionado!

Conclusão: a vergonha e a humilhação foi tanta ou tão pouca que o gajo só saiu do carro depois de todas termos entrado no autocarro. Ahahaha!